O que é DLP? Descubra os motivos para ter na sua empresa

13 de Junho, 2024

O que é DLP? Descubra os motivos para ter na sua empresa

Cada vez que um colaborador envia um arquivo por e-mail, copia dados para um pendrive ou acessa informações da empresa fora da rede corporativa, existe um risco. A pergunta não é se a sua empresa vai sofrer um incidente de segurança de dados, mas quando. E o que você terá feito antes que isso aconteça.

O DLP, sigla para Data Loss Prevention (em português, Prevenção de Perda de Dados), é a tecnologia que permite identificar o movimento não autorizado de informações sensíveis dentro e fora da organização.

Nesta matéria, você vai entender o que é DLP, como funciona, o custo real de ignorá-lo e por que sua empresa precisa dessa proteção agora.

O que é DLP?

DLP (Data Loss Prevention), ou prevenção de perda de dados, refere-se a um conjunto de recursos e tecnologias que auxiliam na detecção de atividades suspeitas, analisando quando informações confidenciais são acessadas por quem não deveria ter acesso àquele dado. O objetivo central é prevenir que dados estratégicos da empresa não sejam expostos, copiados ou transferidos sem autorização, seja de forma acidental ou intencional.

O acesso não autorizado a informações privilegiadas representa uma ameaça concreta para qualquer negócio. Segredos industriais, dados sensíveis de clientes, trechos de código-fonte, listas comerciais e informações financeiras são exemplos de ativos que, quando expostos, podem gerar desde vazamentos silenciosos até incidentes com impacto regulatório e reputacional graves. A atuação do DLP nesse processo permite que a equipe de TI atue de forma proativa, identificando riscos antes que se tornem danos.

O conceito abrange três frentes complementares:

  1. Pessoas: políticas internas, treinamentos e responsabilidades definidas
  2. Processos: procedimentos de classificação, acesso e tratamento de dados
  3. Tecnologia: ferramentas que monitoram, identificam e bloqueiam movimentos suspeitos de dados em tempo real

Quais dados o DLP protege? Entendendo a classificação

Para que o DLP funcione de forma eficaz, o primeiro passo é entender quais categorias de dados merecem proteção prioritária. Na prática, as empresas lidam com três grandes grupos de informações sensíveis:

Informações Pessoais Identificáveis (PII)

De acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), dado pessoal é a informação relacionada à pessoa natural identificada, como nome, sobrenome, RG e CPF, ou identificável, como dados de geolocalização (GPS), endereço IP e identificação de dispositivo.

Essa classificação também é conhecida internacionalmente como Personally Identifiable Information (PII), amplamente referenciada pela norma NIST nos Estados Unidos. Na União Europeia, o GDPR utiliza o termo "dados pessoais" com conceito equivalente. Independentemente da nomenclatura, o princípio é o mesmo: qualquer informação que permita identificar uma pessoa natural precisa ser protegida. O DLP é o mecanismo que previne que esses dados não circulem fora dos limites autorizados.

Propriedade Intelectual (IP)

Os ativos digitais de propriedade intelectual, como código-fonte, projetos, fórmulas, estratégias comerciais e documentos contratuais, representam o diferencial competitivo da empresa. Protegê-los exige uma combinação de controles: protocolos de cibersegurança, firewall de borda robusto, acessos restritos por perfil e, fundamentalmente, prevenção ativa de vazamento de dados. Uma solução DLP contribui nesse processo, identificando onde esses ativos estão armazenados nos dispositivos da empresa e se estão em posse de quem não deveria tê-los ou sendo disseminados de forma inadequada.

Dados de Saúde

A LGPD classifica dados de saúde como sensíveis, permitindo seu tratamento apenas em hipóteses específicas, como na tutela da saúde, por profissionais, serviços de saúde ou autoridade sanitária competente. O mesmo princípio é abordado pelo Health Insurance Portability and Accountability Act (HIPAA), que define a proteção de dados sensíveis identificáveis, como resultados de exames e prontuários médicos.

O impacto da violação de dados de saúde vai além das multas regulatórias: atinge diretamente os direitos individuais dos pacientes e gera responsabilidades jurídicas significativas para as empresas e profissionais que lidam com esse tipo de informação.

Como o DLP funciona na prática?

Uma solução de DLP opera em três etapas integradas que se complementam continuamente:

1. Configuração de regras e padrões

O dado confidencial é identificado quando ocorre um "match", ou seja, uma correspondência entre o conteúdo encontrado nos arquivos e o padrão definido na configuração da solução. Por exemplo: o DLP pode ser configurado para identificar CPFs, números de cartão de crédito, e-mails, telefones e outros formatos de dados sensíveis definidos pela equipe de TI.

É possível também criar listas de exceção, definindo o que não será verificado. Em uma busca por telefones, por exemplo, os números internos da empresa e os ramais de colaboradores podem ser excluídos da varredura, evitando falsos positivos e reduzindo o ruído operacional. Além disso, a solução permite especificar quais formatos de arquivos serão analisados: documentos, planilhas, PDFs, arquivos compactados, entre outros.

2. Varredura dos dispositivos com DLP Scan

Um dos recursos mais estratégicos de uma solução de DLP é o Scan ativo, que realiza a varredura do ambiente corporativo para descobrir onde os dados confidenciais estão armazenados, muitas vezes em lugares que a própria equipe de TI desconhece.

Por meio do DLP Scan, o profissional de TI define quais dispositivos serão varridos, bem como os diretórios e caminhos incluídos na busca. O sistema então procura por arquivos que contenham as informações configuradas como confidenciais, independentemente do nome do arquivo ou de onde ele esteja salvo.

Após a varredura, os resultados são apresentados de forma simplificada em um dashboard centralizado, com informações como:

  1. Quantidade de arquivos analisados, detectados e replicados em mais de um dispositivo
  2. Quantidade de dispositivos que contêm arquivos com dados confidenciais
  3. Classificação por extensão de arquivo (xlsx, pdf, docx, etc.)
  4. Últimos arquivos encontrados, com data, dispositivo e usuário associado

Esse mapeamento inicial é fundamental: antes de proteger, é preciso saber o que existe e onde está. O DLP Scan transforma esse diagnóstico em uma tarefa estruturada e recorrente, e não um esforço manual pontual.

3. Visibilidade dos riscos 

Após cada varredura, os resultados ficam disponíveis no dashboard da solução. O time de TI consegue visualizar quais dispositivos possuem arquivos com dados confidenciais e em quantos deles essas informações estão disseminadas, permitindo avaliar os riscos e tomar as providências necessárias antes que um vazamento se concretize.

O custo real de um vazamento de dados

Antes de avaliar o investimento em uma solução de DLP, vale entender o custo de não tê-la. Vazamentos de dados são mais comuns do que se imagina, e as consequências vão muito além do incidente em si.

Os danos à reputação costumam ser os mais duradouros: clientes perdem a confiança na empresa, parceiros reconsideram contratos e a reconstrução da imagem pode levar anos. 

Do ponto de vista financeiro, os custos incluem investigação do incidente, notificação dos afetados, adequação emergencial de sistemas e, em muitos casos, ações judiciais. 

Para empresas que operam no Brasil, há ainda o risco de sanções previstas na LGPD: multas de até 2% do faturamento bruto, limitadas a R$ 50 milhões por infração, conforme o artigo 52 da Lei nº 13.709/2018.

Investir em prevenção é, em qualquer cenário, menos custoso do que responder a um incidente.

Sua empresa está protegida contra vazamento de dados?

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Por que minha empresa precisa de uma solução DLP?

Toda organização que armazena, processa ou transmite dados sensíveis precisa de DLP. Praticamente todas as empresas se enquadram nessa definição. Mas existem sinais específicos que indicam urgência:

  1. Colaboradores usam pendrives ou dispositivos pessoais no trabalho
  2. Arquivos confidenciais são compartilhados por e-mail, WhatsApp ou aplicativos não homologados
  3. A empresa tem equipes em home office ou modelo híbrido
  4. Há rotatividade de funcionários com acesso a dados estratégicos
  5. A empresa precisa comprovar conformidade com a LGPD para clientes, parceiros ou auditorias
  6. Já houve algum episódio de vazamento ou suspeita de acesso indevido
  7. O negócio lida com dados de clientes, informações financeiras, propriedade intelectual ou dados de saúde
  8. A empresa utiliza ou permite o uso de ferramentas de IA generativa, sem políticas claras sobre quais dados podem ser inseridos nessas plataformas. O uso de inteligência artificial generativa no ambiente corporativo criou um novo vetor de vazamento que poucos gestores de TI ainda monitoram. Quando um colaborador insere dados sensíveis em uma ferramenta de IA externa, essas informações saem do ambiente controlado da empresa e podem ser retidas pelos servidores do fornecedor. Para entender melhor os riscos legais e as boas práticas no uso corporativo de IA, confira nossa matéria sobre o tema.

Um equívoco comum é acreditar que DLP é exclusivo para grandes corporações. Na prática, pequenas e médias empresas são alvos frequentes justamente por terem controles menos rigorosos. Leis e normas como a LGPD não fazem distinção por porte: as obrigações legais e as penalidades se aplicam a todos.

DLP e LGPD: a conexão que sua empresa não pode ignorar

LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados, Lei nº 13.709/2018) tornou obrigatória a proteção de dados pessoais de clientes, colaboradores e fornecedores para todas as empresas que operam no Brasil. O DLP é uma das principais ferramentas para demonstrar essa conformidade na prática.


Exigência da LGPDComo o DLP atende
Proteger dados pessoais contra acesso não autorizadoIdentifica onde dados pessoais estão armazenados nos dispositivos e se estão disseminados de forma inadequada
Documentar o tratamento de dadosExibe quais dispositivos possuem arquivos com dados confidenciais e quais conteúdos sensíveis foram encontrados
Notificar incidentes de segurançaApresenta os arquivos com potencial de risco identificados nas varreduras, permitindo que o time de TI tome as devidas providências
Garantir acesso apenas a usuários autorizadosControla acesso por perfil de usuário e tipo de dado
Adotar medidas técnicas de segurançaEvidência técnica concreta em caso de fiscalização da ANPD


Para empresas que também atendem clientes europeus, o mesmo raciocínio se aplica ao GDPR. E para o setor de saúde, o DLP auxilia no cumprimento das exigências estabelecidas tanto pela LGPD quanto pelas normas da ANVISA e do CFM.

Como escolher uma solução de DLP?

Com diversas opções de DLP software disponíveis no mercado, a escolha precisa considerar o contexto real da empresa, não apenas a lista de funcionalidades do fornecedor. 

Avalie os seguintes critérios:

1. Integração com o ambiente existente

A solução deve se integrar ao stack de segurança já utilizado: firewall, EDR, backup e gestão de endpoints. Uma plataforma unificada reduz complexidade operacional e o tempo de resposta a incidentes.

2. Facilidade de configuração e operação

Ferramentas enterprise de grandes fabricantes internacionais costumam exigir equipes especializadas e meses de implantação. Para a maioria das empresas brasileiras, uma solução operada por uma equipe de TI enxuta é mais estratégica.

3. Cobertura adequada ao seu ambiente

A solução precisa cobrir os riscos reais do seu ambiente. Assegure-se de que ela ofereça flexibilidade na personalização das regras de proteção e permita identificar onde os dados sensíveis estão armazenados e em quais dispositivos estão sendo disseminados.

4. Suporte em português

Incidentes de segurança não avisam o horário. Ter suporte técnico em português, com entendimento do contexto regulatório brasileiro, faz diferença no momento crítico.

Conheça o BluePex DLP

O Data Loss Prevention da BluePex é um módulo integrado ao Cyber Domo, nossa plataforma de cibersegurança que reúne recursos como:Firewall UTM NGFW, EDR, backup, controle de endpoints e muito mais em um único ambiente de gestão.

Na operação diária, o gestor de TI consegue:

  1. Configurar quais tipos de dados são considerados confidenciais: CPF, CNPJ, cartão de crédito, código-fonte, contratos, dados de saúde
  2. Definir os dispositivos e diretórios que serão analisados pelo DLP Scan
  3. Identificar onde dados confidenciais estão armazenados e em quais dispositivos estão sendo disseminados, mesmo que os arquivos estejam com nomes diferentes
  4. Visualizar no dashboard centralizado: quantidade de arquivos analisados e detectados, dispositivos com dados confidenciais, classificação por tipo de arquivo, últimos arquivos identificados com potencial de risco e os 5 principais conteúdos sensíveis encontrados
  5. Proteger informações contra capturas e gravações de tela com marca d'água: ao realizar um print ou gravação, o sistema sobrepõe automaticamente o nome do usuário, o texto definido pela empresa e a data e hora da captura, desestimulando o vazamento por foto ou registro de tela
  6. Utilizar as evidências disponíveis no dashboard para demonstrar conformidade com LGPD, ISO 27001, NIST, Ecovadis e outras normas

Tudo isso sem precisar de um time especializado dedicado exclusivamente ao DLP, tornando a solução acessível para empresas de pequeno e médio porte que precisam do mesmo nível de proteção que grandes corporações.

Saiba mais sobre o DLP da BluePex

Perguntas frequentes sobre DLP

DLP e antivírus são a mesma coisa?

Não. O antivírus age contra ameaças que tentam entrar na empresa, como malware, vírus e ransomware. O DLP funciona na direção oposta: escaneia os dispositivos da empresa para identificar onde dados confidenciais estão armazenados e se estão sendo disseminados fora dos padrões definidos. Os resultados ficam disponíveis no dashboard da solução, permitindo que o time de TI visualize os riscos e atue de forma proativa. 

DLP serve apenas para grandes empresas?

Não. Pequenas e médias empresas lidam com dados sensíveis todos os dias e estão igualmente sujeitas às exigências da LGPD. Soluções modernas como o BluePex DLP foram projetadas para ser acessíveis e fáceis de operar por equipes enxutas de TI.

Quanto tempo leva para implementar o DLP?

Com o Cyber Domo da BluePex, a ativação do módulo DLP pode ser concluída em poucas horas, pois já está integrado ao agente de endpoint instalado nos dispositivos, sem necessidade de instalações adicionais.

DLP protege contra ameaças internas (insider threats)?

Sim. Além de ataques externos, o vazamento por colaboradores, seja por descuido seja por intenção, representa risco significativo. O DLP identifica arquivos com dados confidenciais nos dispositivos da empresa, incluindo os de colaboradores com acesso a informações sensíveis, e exibe quais máquinas possuem esse tipo de conteúdo e em quantos dispositivos ele está disseminado, independentemente do cargo ou nível hierárquico do usuário.

Como o DLP contribui para a adequação à LGPD e outras normas? 

O DLP ajuda a identificar onde dados pessoais estão armazenados nos dispositivos da empresa e se estão sendo disseminados de forma inadequada. Essa visibilidade é o primeiro passo para uma gestão de dados em conformidade com as principais leis e normas. Saber onde e como estão sendo tratadas as informações estão é pré-requisito para protegê-las adequadamente.

Conclusão

DLP não é mais um diferencial de segurança. É um requisito básico para qualquer empresa que lida com dados sensíveis em um ambiente regulado pela LGPD. A pergunta não é se sua empresa precisa de uma solução de data loss prevention, mas qual é a mais adequada para o seu contexto e equipe.

Uma solução desenvolvida no Brasil, integrada ao ambiente de segurança já existente e com suporte em português, tem vantagens reais sobre plataformas internacionais voltadas para grandes corporações. O DLP da BluePex foi construído com essa realidade em mente.

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